quinta-feira, 2 de julho de 2009

A trilha do Sono

É. Hoje, a coisa começou de fato. A alvorada se deu às 7 horas da matina. Tomamos o café da manhã e saímos às 8:45h. Fomos até o portal de Paraty buscar um guia local, o Renan. Descemos rapidamente e compramos - professores e alunos - vários gibis e livretos educativos. Depois eu conto para quê.
Começamos a trilha e logo tivemos uma baixa. A Nádia não conseguiu subir. Ele teve dores na articulação do joelho e optamos por mantê-la no ônibus sob companhia de Chambinho, o guia da Panther Tur. Junto com o grupo escalamos a primeira parte. Sob o sol fraco dessa época do ano. A mistura de calor gerado pelo corpo e o da natureza fez nossos intrépidos alunos transpirarem. O Daniel optou por uma blusa cinza e ela logo ficou ensopada. O chão estava escorregadio (choveu ontem) o que tornou nossa tarefa árdua. Os tombos aconteceram. Todos sem consequência. A campeã dos tombos, nossa amiga Fernanda. Júlia e João também viram a terra mais próxima do que fora programado. Mas nosso socorrista não teve trabalho.
Muitas aranhas e muitos fungos na beira da trilha. E muitas fotos. Explicações sobre a mata atlântica, sobre espécies locais, a questão do palmito, a erosão, o solo da região, as relações ecológicas preencheram nossa manhã.
Depois de sete quilômetros, chegamos à praia. O tempo não ajudou. Céu fechado e vento frio. Comemos o lanche que trazíamos na mochila ambos (lanche e mochila) fornecidos pela Panther. Andamos pela praia e testemunhamos cracas, ovos de tubarão e caranguejos.
Antes de voltarmos (mais sete quilômetros!), uma visita importante. Atrás do quiosque onde "almoçamos", há uma escola. A única do povoado. Em sala, o professor João ensinava na mesma classe, alunos de primeiro e segundo anos do ensino fundamental, crianças de 6 e 7 anos. Pedimos licença e entramos na sala. Todos nós. Conversamos com as crianças, com o professor e entregamos as surpresas que compramos em Paraty para elas. Elas estavam com olhos fixos em tanta novidade e cantaram (tentaram) uma música local sobre a praia do Sono. Os nossos alunos ainda vivenciaram o funcionamento de um mimeógrafo, uma xerox rococó. Choque de realidades, fadiga muscular e chuva na volta. Hora de entrar no ônibus, voltar para o hotel para degustar toda essa experiência junto com um belo jantar.

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