segunda-feira, 6 de julho de 2009

Essa viagem nunca terminará

Nossos anjinhos seguem para Brasília e eu continuo no interior do Rio de Janeiro, agora na minha cidade natal, Valença. Poucos dias de férias. No silêncio do quarto da casa de minha tia, ainda longe da minha esposa e de meus filhos, sinto falta de mais alguma coisa. Na verdade, de algumas coisas. São as perguntas do João Diogo, os esquecimentos do Marco (cuidado com a cabeça, hein?), a disposição do Rodrigo e do Luiz (Cascão). Sinto falta das gírias do Daniel e do Arake, da tranquilidade do casal Tiago (cuidado com essa febre!) e Giovana. Das camisas de rock da Mariane, da fala mansa da Ana Laura, do barulho do Arthur e da Nádia (gostei de brincar de "a cidade dorme"!). Sinto falta do crescimento da Júlia e da Fernanda, do papo com o João Lucas e da câmera sempre presente do nosso amigo Pedro, da sempre sorridente Sofia (a Fifa) e da animação da Hany. Foram muitos dias, de muita atividade e intensa convivência. Sabe quantas desavenças? Nenhuma. Fomos um grupo coeso, interessado nas experiências uns dos outros, respeitando nossas diferenças - de idade, de gostos, de horários, de vontades. Andamos em sincronia mesmo vindo de origens tão diferentes e foi adorável estar juntos por esse tempo. Seus pais devem se orgulhar de vocês. Eu me orgulho. Essa viagem nunca terminará. Pelo menos para mim.
Obrigado pela semana que vocês me proporcionaram, amigos.

PS: não esqueçamos de agradecer especialmente à nossa "equipe de bordo", o socorrista Júnior (dublê de repórter eternamente homenageado pelo funk do socorrista - por Daniel e Arake - tum-tum-chá/tum-tum-chá), o animador Raul (Chambinho, dono dos gritos mais irados de Paraty e de uma disposição invejável), da Val (mistura de mãe e aluna, e dona de gritos que certamente invejam o Chambinho) e o nosso consultor sobre tudo que se refere ao campo das artes (e do paranormal), nosso querido professor Cláudio Bull.

domingo, 5 de julho de 2009

Chegando ao fim...

Paraty nos despede com esse belíssimo pôr do sol!


Turma reunida depois do passeio de escuna



"Como já dizia o consagrado fotógrafo João Wainer, as melhores e últimas praias do litoral brasileiro estão entre Ubatuba e Paraty. Nessa encantadora viagem, na qual vivenciei experiências inesquecíveis, apenas pude me consagrar nas palavras de Wainer. Neste momento, estou feliz por conhecer um lugar que reúne história, cultura e belas paisagens, representando o encontro da mata Atlântica com diversas praias, em que figura onipresente a serra do Mar. E de certa forma preocupado por ter a plena consciência de que isso é o pouco que nos resta."

Por Pedro Nogueira do segundo ano A.

Na visão de Pedro (II)


Saco do Fundo


Book de Júlia e Fernanda




Professor Cláudio animado na escuna






Atriz global Dira Paes no pier de Paraty


"Alunos repórteres" entrevistando uma escritora na FLIP


Café da Dona Ilda


Val motoqueira


Esquilo na trilha do Ouro











Sinuca no hotel


Praia do Sono


Trilha do Sono


Passeio de catamarã no hotel

Dentro da senzala


Ontem (04/07), visitamos a fazenda Murycana, local que retrata o Brasil da cana de açúcar, principalmente da escravidão. A questão da escravidão foi o que mais me impressionou, pois ver de perto as condições em que os escravos eram submetidos, essas que demonstram o início de um preconceito absurdo. A senzala era demasiadamente abafada e triste. Assim, me perguntei se seria tal fator um precedente de um caos cultural, social e econômico no Brasil – e, de fato, era. Percebe-se, então, um problema mal resolvido, o que reflete na população brasileira atual. Além da reflexão a respeito da escravidão, observamos objetos com mais de 300 anos de história, desde o império até o dia de hoje.

Por fim, para não perdermos o costume (né, Marcello?) tomamos um delicioso café feito em fogão à lenha pela Dona Ilda.

Por Ana Laura Botelho, do terceiro ano G.

sábado, 4 de julho de 2009

PARATY 2009 - elenco completo

Fazenda Murycana e Trilha do Ouro







Usina nuclear de Angra







Do engenho ao teatro


A fazenda mostra as más condições fornecidas pelo senhor do engenho aos escravos. Sabendo que eles eram considerados não como seres humanos mas como seres sem alma.
Hoje tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente um engenho onde foram abrigados vários escravos, trabalhadores na produção de aguardente. A diferença entre a condição de vida entre escravo e senhor de engenho era gritante!
Os alunos do Galois aprenderam a importância da escravidão na economia portuguesa da época. Mesmo sabendo que essas condições hoje em dia seriam inaceitáveis.
Fomos também à parte histórica da cidade de Paraty, onde os alunos foram divididos em grupos e depois nos encontramos para assistir ao teatro de bonecos. Um teatro mundialmente famoso em que os bonecos tomam vida.

Por Joâo Diogo Brites do primeiro ano C.
Colaboração de Fernanda Banhos (2º ano)

Debaixo da água


Durante a minha experiência com o mergulho, eu pude observar e analisar a grande e incrível biodiversidade marinha. Com inúmeras espécies inesperadas e inusitadas e tudo diante dos nossos próprios olhos e a muitos metros de profundidade. Nos divertimos muito e alcançamos todas as nossas expectativas.

Por Sofia Machado do segundo ano B.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Visitando a FLIP


Professor Cláudio recebendo autógrafo no "O filho da mãe" do próprio autor, o jornalista Bernardo Carvalho.



Nossos intrépidos alunos - Mariane, Arthur e Nádia com o repórter Rafael Cortez, do CQC.







A cidade está cheia de caras novas, repleta de toda sorte de tribo, misturando-se com os cidadãos de Paraty. As ruas exalam FLIP. Manifestos, declamações de poemas a céu aberto, no meio da rua. Canções, maracatu, uma pluralidade incrível de correntes artísticas. Na praça principal, réplicas nos lembram da infância de histórias como a de Pinóquio. As crianças se divertem em muitas oficinas, tudo gratuito. As mesas com os autores estão lotadas. Primeiro, em plena hora do almoço, uma imensa procura por Bernardo Carvalho (de "Mongólia" e "O filho da mãe"). A fila para ver Chico Buarque apenas pelo telão era imensa. Não importa. Uma ivraria que teve um stand montado no lado da área de autógrafos, estava sempre lotada. Tanta avidez por uma feira literária indica carência. Carência de todos com a cultura e novos saberes. O país quer mais letras, quer mais livros. O país quer ler e escrever.